quarta-feira, 10 de julho de 2019

Nossas férias em Campos do Jordão

0 comentários

Ao planejar as férias de julho, perguntei à Alice: filha, você quer viajar para a praia ou para o frio? Para a minha surpresa, a pitoquinha que sonha em ser surfista escolheu o frio. Mas, claro, que inicialmente ela só conseguia associar o frio à neve de "Let It Go". Destino escolhido: Campos do Jordão (SP), a Suíça brasileira. Nós ainda não conhecíamos. Até a vovó e o vovô da Alice se animaram para embarcar nessa aventura com a gente. 


Sou daquelas que costumo fazer roteiro antes de viajar. Mas achei pouquíssimas dicas do que fazer em Campos com crianças. Então, vou registrar a nossa experiência para ajudar quem passa pela mesma dificuldade que eu passei para encontrar dicas. 

Como chegar à Serra da Mantiqueira Paulista?

Para quem é de fora e for de avião para SP, a melhor opção é pelo aeroporto de Guarulhos. Ele já fica na saída para Campos. São 165,4 km, um pouco mais de duas horas de viagem. No aeroporto não tem ônibus direto, mas, segundo o blog Viaje na Viagem, tem um para São José dos Campos, onde pode pegar outro ônibus para Campos do Jordão. Como são duas viagens de ônibus, cada uma dura em torno de 1h30. 

Como estávamos em família, optamos por alugar um carro, com retirada no próprio aeroporto. A estrada é maravilhosa, a nível internacional, com paisagens belíssimas! Há alguns pedágios pelo caminho, que custam na faixa de R$ 3,70 cada.

Na ida, passamos por Aparecida do Norte. Eu ainda não conhecia. Adorei conhecer! Foi um passeio incrível! O Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida é imenso, recebe milhares de pessoas por dia. Lá tem uma estrutura impressionante, com uma praça de alimentação para todos os gostos, feiras e passeio. Fizemos o passeio de bondinho, estilo Pão de Açúcar, que sai da estação localizada atrás do santuário e sobe até um mirante. O passeio é muito legal, vale a pena! Custa R$ 30 por pessoa, criança até 5 anos não paga. Em Aparecida estava fazendo um calor, que Nossa Senhora! Rs...



Campos do Jordão

Você já começa a sentir o clima europeu na subida da Serra da Mantiqueira. Aquele friozinho gostoso aumentando aos poucos, vegetação de inverno, tudo lindo! Chegamos por volta das 17h. O termômetro do pórtico marcava 14ºC, mas a sensação térmica era de 10ºC. A cidade é en-can-ta-do-ra! Até as árvores são protegidas do frio! No período da nossa viagem (29/06 a 05/07), fez frio com sol, para mim, o clima perfeito. À noite a temperatura caia muito, todos os dias. Apenas no último dia que choveu e o frio intensificou mais.
Árvores com meias
À noite, fomos para a Vila Capivari, o centro turístico de Campos, onde tem restaurantes de todos os preços e gostos, galerias de lojas, vinhos quentes e chocolates. É lá que fica aquela galeria com tento de guarda-chuvas coloridos que está em alta nas redes sociais. Quando eu digo de todos os preços é porque eu me surpreendi com comidas muito gostosas, com preço mais baixo do que na minha cidade, por exemplo. Sempre ouvi que Campos do Jordão era um destino muito caro, eu não achei.


Um restaurante que nos chamou a atenção foi o Krocodillo, que oferece carnes exóticas. Não perdemos a oportunidade de experimentar carne de jacaré. Uma delícia! Parece frango, mas mais saborosa. Para a nossa surpresa, lá não passa cartão. Pagamento apenas em dinheiro ou transferência bancária (isso é comum na região, é bom sempre perguntar antes fazer qualquer pedido).

Restaurante Krocodillo I

Outra coisa que é muito barato lá são as malhas. Encontra-se sueters e ponchos, por exemplo, entre R$30 e R$50, de ótima qualidade! Para quem gosta, dá para fazer a festa também com os cachecóis,  boinas, gorros e meias quentinhas. As lojas parecem ser sempre as mesmas, mas há variação de preços. É melhor pesquisar, porque a diferença pode ser grande. Os melhores preços são da Feira do Artesanato de Capivari, atravessando a linha do trem.

Vila Capivari - galeria dos guarda-chuvas
Para o primeiro dia de passeio na cidade, aconselho fazer o tour de trenzinho guiado, daqueles estilo Carreta Furacão. Tente se sentar no último banco, no canto esquerdo, que terá visão privilegiada. Com esse passeio, você terá um panorama da cidade, para organizar melhor a programação. Os trens ficam estacionados na esquina do Parque Capivari. Custa R$25 por pessoa, crianças até 3 anos não pagam (vão no colo) e entre 4 e 7 anos pagam R$10. 


Ir a Campos do Jordão sem fazer o passeio de teleférico é proibido por lei (brincadeira)! Rs… É o primeiro teleférico do Brasil e um dos principais símbolos da cidade. As cadeirinhas abertas de ferro transportam os turistas do Parque Capivari até o Morro do Elefante. Crianças só podem fazer o passeio se tiverem mais 1,20 m de altura. Não é recomendado para quem tem labirintite. Mas o passei é bem tranquilo e lindíssimo, com certeza, o melhor mirante da cidade! Custa R$25 por pessoa, com direito a ida e volta (a volta é ainda mais linda). Evite fazer este passem aos fins de semana, pois a cidade costuma estar BEM mais cheia e as filas duram horas (são duas filas – bilheteria e teleférico). Durante a semana não vimos filas em nenhum dia, mesmo sendo alta temporada. Como a Alice ainda não tem 1,20 m, ela subiu o morro de Uber, com a minha mãe, e nos encontramos lá. Acesso de carro é bem tranquilo. Lá em cima, têm lojas, mirante e o Parque dos Elefantes. O Morro do Elefante ganhou esse nome por causa da formação montanhosa se assemelha ao contorno do animal (eu não consegui visualizar isso, mas tudo bem kkkk…). O parque é uma exposição de esculturas de elefantes, com entrada gratuita. Na entrada, eles fazem fotos para montarem chaveirinhos, que são vendidos a R$ 5 na saída do parque. Lá rende fotos lindas e é onde está a gigante #CAMPOSDOJORDAO para fazer aquela foto de cartão postal (sou vintage kkkk...).

Mirante do Morro do Elefante
Parque do Elefante
Chaveirinhos do Parque do Elefante
No Parque Capivari, também tem pedalinho, feira, pista de patinação no gelo, arborismo e tirolesa (esses dois últimos são para crianças a partir de 1,40m). Pode aproveitar tudo tomando o chopp de vinho delicioso que encontra lá! Fomos ao pedalinho, R$25 por pessoa, criança até 5 anos não paga.


Outro passeio encantador é o de bondinho elétrico. A estação de trem fica abaixo da Vila Capivari. Há horário fixos de partida e os bilhetes devem ser comprados com até 10 minutos de antecedência à partida. Valor R$16 por pessoa. Criança até 5 anos, se for no colo, não paga. Parece uma volta no tempo, com espírito de antiguidade mesmo. Os trens são de madeira, bem retrôs. Eu acho um charme! O percurso vai até a entrada da cidade e volta para a estação. Se você for sentada (o) de costas, não se preocupe, pois na volta irá de frente. Não sei se é possível escolher os assentos, pois eles não nos deram opção, mas os bilhetes já vêm com a cadeira marcada. 


O Parque Ecológico Tarundu vai enlouquecer a criançada! É como um hotel fazenda, lindo, com brinquedos cheios de aventuras. Estava BEM frio, pois lá é quase todo aberto! Não indico para crianças menores de 4 anos, pois é um lugar caro e tem pouca atração para os menores. A entrada é R$ 15 por pessoa, crianças menores de 5 anos e idosos pagam R$ 7. Oferece estacionamento e wi-fi grátis. Conta com bares e restaurante. Mas os brinquedos têm custos adicionais. Para brincar sem limitação, tem o passaporte VIP que custa R$ 250 (há desconto para quem estiver hospedado em algum hotel da cidade). Apesar de caro, acaba compensando, porque os brinquedos são surreais de caros. Há um passaporte intermediário que custa R$160 reais, mas acaba dando pouquíssimos brinquedos (entre dois e quatro, dependendo da tabela de preço). Durante a temporada de julho o parque funciona das 9h30 às 20h, mas à noite tem pouquíssima iluminação, fica um breu, o que acaba limitando. O parque conta com mais de 30 atrações, a Alice só deixou de fazer um pouco mais de cinco delas, que são limitadas devido à altura ou idade. Mas ela aproveitou bem! As atividades que ela mais curtiu foram: passeio a cavalo, tirolesa, boia cross e bungee trampolim. Alguns brinquedos permitem acompanhante para crianças até 5 anos, sem custo adicional, mas são POUQUÍSSIMOS! Eu fiquei revoltada pela tirolesa mais alta (surreal de alta) não ser um desse que liberam acompanhante. A altura mínima para a criança poder ir é 1m, mas, como já disse, a torre é absurdamente alta. Para eu acompanhá-la, teria de desembolsar R$ 130, já que só a Alice tinha o passaporte VIP. Como uma criança de 4 anos sobe um torre altíssima sozinha? Por falta de noção do parque, a Alice deixou de ir nessa. 

Brinquedão
Minitirolesa
Tirolesa
Boia Cross
Water Ball
Escorrega Boia
Bungee Trampolim
Minibuggy Senninha
Trenó no Gelo

Um passeio deslumbrante é o Parque Amantikir – jardins que falam. Desde 2007, dos lindos jardins do Amantikir encantam seus visitantes. Entre todo o paisagismo, há toques de vários países do mundo, como os europeus, asiáticos, latino-americanos e norte-americanos. São mais de 700 espécies de plantas ao longo dos 60.000 m², abertos à visitação durante todos os dias do ano. Está lá o famoso labirinto clássico verde. Segundo eles, é o maior do Brasil. Além dos jardins, há uma casa na árvore que deixa qualquer um boquiaberto! O valor da entrada é R$ 25 por pessoa, paga apenas em dinheiro ou transferência bancária. Crianças até 5 anos não pagam.





 

  

Aproveitamos a viagem para conhecer as cidades São Bento do Sapucaí e Santo Antônio do Pinhal. Não indico esses passeios para quem estiver com criança. São Bento fica há mais de 1h de Campos, de carro, e é um destino mais para quem curte trilha. O principal poto turístico da cidade é a Pedra do Baú. Uma vista belíssima! Outro atrativo é o Restaurante da Pedra do Baú, que fica cercado por paisagens maravilhosas, com a famosa pedra ao fundo (lá no alto). É bem estruturado, tem parquinho, mas no dia que fomos, infelizmente estava fechado. Já Santo Antônio parece mais Campos do Jordão, com arquitetura europeia. É uma cidade bem pequenininha, bem aconchegante. 

São Bento do Sapucaí - vista do Restaurante da Pedra do Baú
Pedra do Baú ao fundo
Santo Antônio do Pinhal

Deixamos o Horto Florestal para o último dia, mas choveu. Infelizmente atrapalhou a nossa programação e acabamos não conhecendo. Segundo as minhas pesquisas, o Horto Florestal é uma ótima opção de lazer no meio da natures. O parque conta com churrasqueiras, lagos, bosques, local de ginástica, viveiros de plantas, restaurante e muitas trilhas. É cobrado R$15 por pessoa, crianças e idosos não pagam. E estacionamento é grátis. Aberto das 9h às 16h, Em baixa temporada fechado toda quarta-feira. Próximo ao Horto tem o borboletário, mas não sei se vale a pena. Custa R$40 a entrada e funciona diariamente das 10h às 15h.

Vale lembrar sobre estacionamento em Campos do Jordão. Como a cidade é pequena e cheia, é bem difícil encontrar estacionamento gratuito. Os pagos não são caros, entre R$15 e R$30 o dia inteiro, mas dependendo de onde você estiver hospedada (o), vale mais pegar Uber para ir ao centro, caso seja longe para ir a pé. 

A nossa volta foi um caos! O aeroporto GRU é extremamente estressante! Chegamos com 1h40 de antecedência para o embarque e ainda assim perdemos voo, devido à zona da fila do embarque. Para embarcar ali, tem que chegar com pelo menos 3h de antecedência. #ficaadica

Assim foi a nossa viagem, maravilhosa, todos encantados com a beleza de Campos do Jordão, com  muuuuuitas fotos para as lembranças e gostinho de quero mais (tirando a parte do aeroporto)!

Desejo essa experiência a todos! 

sábado, 11 de maio de 2019

Eu sempre serei mãe

1 comentários


Ela diz que eu serei sempre a mamãe dela... Ela só diz a verdade!

Ela jura que eu sou a melhor mãe do mundo... E eu acredito!

Porque eu me entrego por inteira, para buscar o melhor para nós;

Eu não preciso anular-me para ser mãe. O que intensifica ainda mais a admiração dela por mim;

Porque eu arrumo força de onde nem eu mesma consigo explicar, para tentar evitar que os problemas da vida a atinjam;

Porque eu faço questão de estar presente em todos os detalhes, conquistas, descobertas e fases;

Porque eu me esforço para driblar as coisas que têm a facilidade de nos distanciar, como tecnologia, trabalho fora de hora e até mesmo a preguiça;

Porque eu nunca cogitei desistir dessa missão, mesmo tendo o seu lado tão difícil;

Porque ela me fala com tanta frequência e espontaneidade que me ama, com abraços e beijos que acendem tudo de mais maravilhoso dentro de mim;

Porque a nossa gratidão por ter uma à outra é recíproca;

Porque eu me sinto insubstituível desde a época do Davi.

São tantos os motivos... Essa lista é infinita, assim como a nossa relação, que vai muito além do PARA SEMPRE!

A Alice está crescendo na velocidade da luz e o tempo passará cada vez mais rápido. Vai conquistar, perder, subir, cair, chorar, sorrir, afinal essa é a vida real. O futuro é incerto e passageiro. Mas, uma certeza eu tenho: EU SEMPRE SEREI MÃE! Do Davi e da Alice.


Feliz Dia das Mães, para quem ganhou essa missão eterna!

domingo, 10 de março de 2019

Embarque para um teste de sobrevivência

2 comentários
Estou cada vez mais em falta aqui, né? Daqui a pouco terei que mudar o nome do blog por "Minha Vida Ano a Ano...". Rs... Desculpem-me!

Já que não fiz o post de pré-carnaval, com dicas de fantasias e bloquinho, vou falar como foi o nosso carnaval, meu e da Alice. Foi 2 em 1 - Brasília e São Paulo. Foi demais! Senta aí, que lá vem história.

Ela abriu o Carnaval de abacaxi


BRASÍLIA 

Para quem acha que Brasília não tem carnaval, está muito enganado! É muito bom e a cada ano cresce mais. Passou do tempo que a cidade ficava deserta nesse período do ano. Mas sou daquelas que não entende como alguém não gosta de carnaval.

Na Capital Federal, a Alice e eu curtimos o Babydoll de Nayllon, com amigos. Não é um bloquinho voltado para crianças, mas foi bem organizado e tranquilo para a pequena. Eu fui bem equipada, com spray de espuma, confete e serpentina, além de água e lanche. Mas ela cansou rápido, quis colo e até dormiu. Uma academia para mim, tentar curtir a festa com 17kg nos braços. 

Formamos a dupla Batman e Robbin, e a Alice arrasou! Ganhou vários fãs durante a folia. 


No final do dia, o mundo caiu em forma de chuva. Foi a parte que a Alice mais curtiu. Eu levei capa de chuva e ela ficou bem protegida. Mas é da bagunça que criança gosta.

SÃO PAULO

No domingo, partimos para Sampa. Na verdade, foi uma viagem de testa para mim, pois foi a primeira vez que embarcamos sozinhas.

 #MEDO #ANSIEDADE #ANIMAÇÃO 

Tudo junto e misturado. Mas o que a minha mente não parava de me perguntar era: Você vai sobreviver?

Sobrevivi! Feliz e orgulhosa!

A viagem foi totalmente voltada para a Alice, mas curtimos demais juntas. 

Domingo - Já chegamos no fim do dia, então só deu tempo para darmos uma volta pela Avenida Paulista. Os bloquinhos já tinham terminado, mas a galera ainda estava fantasiada pelas ruas. 




Tiramos a segunda-feira de carnaval para curtir o Parque da Mônica. Que lugar lindo! O parque não é tão grande, então, dependendo da época, dá para aproveitar tudo tranquilamente. Como era feriado, estava bem cheio. Mesmo assim, foi ótimo. 

Os brinquedos que a Alice mais amou: Horacic Park (eu chamo de Tchibum kkkkk...), a montanha-russa do Astronauta, o brinquedão do Chico Bento (porque a mamãe escorregou no tobogã junto com ela Rs...) e o cinema 4D Coelhada nas Estrelas.




Teve até bloquinho de carnaval, com desfile da Turma da Mônica, banda, bailarinos, muita animação e um rio de confete.



O parque é muito organizado, tem programações com horário marcado, como foto com os personagens, visita à casa da Mônica e shows. Todos recebem o mapa e o guia de programação das atrações, na entrada do parque. 





Os ingressos podem ser comprados com antecedência pela Internet ou na bilheteria do local. A vantagem da compra online é a garantia da data que pretende ir e também é um pouco mais barato. 


Já ouviu falar nesse lugar incrível? É uma cidade inteligente para crianças e adolescentes, de 03 a 14 anos. Nunca vi nada com a mesma proposta. Todas as crianças merecem viver essa experiência!

O espírito da cidade já ganha vida desde a compra do ingresso. É como uma passagem aérea, para todos embarcarem na ideia. A entrada é exatamente como o balcão de check-in de um  aeroporto. E quando abre o portão de embarque, são apenas quatro horas de diversão. É muuuuito pouco! São mais de 50 atividades, cada uma leva em média 30 minutos de duração, sem contar as filas.



Lá na Kidzania, os adultos são apenas plateia, assistem às crianças executando os trabalho pelo lado de fora. Os espaços são como aquários. É uma cidade em escala infantil que combina inspiração, diversão e aprendizagem através de atividades realistas. Graças ao realismo de cada ambiente, as crianças podem aprender diferentes carreiras. Ela trabalham, são remuneradas e também há atividades em que elas precisam pagar com Kidzos, a moeda local. 

Resultado de imagem para kidzos

Cada experiência é projetada especialmente para as crianças e trabalham uma série de comportamentos importantes para a vida, como paciência, disciplina, respeito, escolhas, prioridades, espírito de equipe,  sociabilidade, administração de tempo e uma pitadinha de educação financeira. Esses comportamentos são explorados em cada carreira que as crianças desejam experimentar.

A paciência é o maior desafio, tanto para adultos, como para os pequenos. Imagine só uma criança de 4 anos esperando meia hora numa fila para fazer a atividade escolhida. Essa espera não pode ser transferida para a mamãe ou papai. Adultos não podem ficar nas filas, muito menos guardar lugar enquanto os pequenos estão atuando em outras profissões. 

Voltando ao check-in da Kidzania, cada um recebe um cheque no valor de $50 Kidzos. Ao entrar, é preciso passar pelo banco para trocar o cheque por dinheiro. Eu levei uma carteira pequena para a Alice guardar o dinheiro dela e ela se achou! #ficaadica

As atividades mais concorridas são: Copor de Bombeiro, emergência do hospital, estúdio de gravação Netotuber e Junior Bake Off Brasil. Algumas profissões exigem idade mínima ou leitura e escrita. Na entrada de cada uma, há uma placa que descreve todos os requisitos da carreira, inclusive o valor da remuneração ou de pagamento, para aquelas que cobram. 

Como são só 4h para tanta coisa, não há tempo para comer, mal dá para ir ao banheiro. Então as dicas são: não se esqueçam de levar água e lanchinhos na mochila. E tentem levar as crianças para fazerem as tarefas de comidas, pois eles saem com o produto que prepararam. Além do Junior Bake Off Brasil, que as crianças confeitam cupcakes e ganham um tupperware lindo da marca, com um potinhos com granulados, tem também fábricas de pizza, de pão, de sanduíche, de bala Fini, de suco e de chocolate. Assim, elas comem o que produziram na fila da próxima atividade.

No final do período do passaporte, as crianças podem fazer compras com o dinheiro que ganharam durante o dia de trabalho, em uma lojinha de brinquedos simples, como anéis, bolinhas, jogo da memória, catavento... A Alice ficou muito orgulhosa por ter conseguido comprar com o dinheiro que ela conquistou com o esforço dela. 

Na primeira visita da Alice ã Kidzania, ela conseguiu fazer sete atividade:

1) Corpo de Bombeiros:










2) Emergência do hospital
                                            





3) Neonatal


4) Fábrica de suco



5) Caixa postal




6) Foi cliente no salão de beleza (fez penteado)




7) E confeiteira no Junior Bake Off Brasil



Teve bloquinho de carnaval na Kidzania também!


Lembra-se que eu comentei que essa viagem foi um teste de sobrevivência? Então, a missão foi cumprida com louvor e muitas lições. Aprendi que criança é outra (positivamente) quando está acompanhada apenas por um adulto. Não dá brecha para as malícias que elas têm de apostar em birras para derrubar um ou outro, quando tem mais de um adulto. Comentei isso com algumas amigas mães e a maioria percebe o mesmo. 

Na Kidzânia, diante daquele teste maluco de paciência, presenciei várias crianças esperando nas filas por um bom tempo e na hora de entrar, faziam birras e desistiam. Era comum pais desabafando que já tinham perdido tempo em filas e durante as quatro horas, só tinham conseguido fazer uma atividade. Isso não é culpa dos pais, ou da criança, ou do parque. Há uma infinidade de variáveis por trás disso tudo que contribui. Criança é uma caixinha de surpresa, eu brinco até que seja bipolar. Na última atividade, a Alice deu birra porque era a última da fila. Ai, meus sais minerais... A gente tem que estar preparada para tudo. Estava bom demais para ser verdade, um dia inteiro sem birra! Mas eu a lembrei que se ela desistisse dali, não teria chance de fazer outra coisa. E logo se tocou.

Isso me lembrou uma uma situação que aconteceu lá que me chamou muito a atenção. No final do nosso horário, só daria tempo de fazer mais uma atividade. A Alice queria ir à fábrica da Fini, que tem capacidade para seis crianças por sessão. Ao chegarmos lá, tinham aproximadamente dez crianças na fila. Eu expliquei brevemente pra Alice: filha, não vai dar tempo para você ir no próximo horário e temos pouco tempo aqui. Você prefere ficar o resto do nosso tempo na fila ou procurar outra profissão que dará tempo pra você entrar? Ela preferiu procurar outra, sem drama. Nessa hora, um dos pais que estavam acompanhando os filhos na fila comentou: isso é muito complexo para uma criança entender, é muito tempo de espera e muita coisa para escolher. Realmente é! Mas a proposta, ao meu ver, é justamente esta. 

Então, vem a história do copo meio cheio ou meio vazio. E cabe a cada um enxergar como positivo ou negativo. Eu, particularmente, amei a experiência e volto a dizer: toda criança (e pais) merece viver. 

Quem tiver a oportunidade de conhecerem esses lugares, vá sem medo de ser feliz!

Sobre São Paulo para crianças, a Alice amou! "Mamãe, quando eu crescer, quero morar em São Paulo!", declarou. Eu não consegui disfarçar a cara de quem já viveu na cidade e não curtiu como local para morar. Então, ela completou: "mas vai demorar, mamãe". Pior que não vai, minha filha! A vida tem pressa demais!

SERVIÇOS

Local: Shopping SP Market
Horário: das 11h às 19h
Loja da Turma da Mônica: localizada na entrada do parque, funciona no horário do shopping.
Alimentação: dentro do parque tem um McDonald's, mas é permitido acessar o shopping durante o dia de parque, basta carimbar o braço na loja para poder voltar.

Local: Shopping Eldorado
Horário: quarta a sexta- 10h às 14h e 12h às 16h. Sábado, domingo e feriado - 12h às 16h e 14h às 18h
Dica: cheguem cedo para garantir um bom lugar na fila. O parque libera a entrada 10 minutos antes do horário do passaporte e tem tolerância de 30 minutos no final. Nós chegamos com 1h30 de antecedência e fomos as primeiras da fila. Ao fazer o check-in, siga para a fila da entrada do parque (em frente à Kalunga), mesmo que o tempo de espera seja longo.
 

Minha Vida em Semanas... Copyright 2008 All Rights Reserved Baby Blog Designed by Ipiet | All Image Presented by Tadpole's Notez