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terça-feira, 4 de abril de 2017

Alike

Você já reparou que o seu filho (a), naturalmente, enxerga tudo com uma pureza incrível? Mas nós produzimos lentes que deturpam tudo e apagam até as cores que eles vislumbram. Nós queremos sempre direcioná-los para o caminho certo. Mas afinal, qual é o caminho certo?

Estou falando isso, pois estou encantada com a animação Alike, dirigida pelos espanhóis Daniel Martinez Lara e Rafa Cano Méndez. A obra mostra como o cotidiano maçante de um pai e filho, preso apenas nas obrigações chatas do dia a dia, afeta nas cores da vida.

É claro que é inevitável fugir dos compromissos, mas vamos tentar resgatá-los do tédio para que eles não acabem drenando a nossa imaginação e criatividade.

Assistam e reflitam:


 

sábado, 14 de janeiro de 2017

Hiperpaternidade...


Ontem eu li uma entrevista no El País, do psicólogo José Antonio Luengo, sobre as consequências que a “nova” forma de criação dos filhos podem gerar na adolescência e até na fase adulta. Achei muito interessante. Ele apontou o que eu realmente acredito.

Ouço muito por aí que a Alice é muito “avançada” para a idade dela, por ser segura ao desbravar as suas descobertas individuais. Eu não concordo com esse ponto de vista, acho a que a minha filha acompanha bem as evoluções da idade dela. Mas acredito que a forma da criação influencia diretamente no comportamento dela e de qualquer criança.

Como todos por aqui sabem, eu já tive dois filhos e ambos tiveram criações totalmente diferentes. Apesar das condições de saúde do Davi, para mim a diferença não está aí, mas sim nos excessos de proteção. Sempre comparei o Davi a crianças com a mesma cardiopatia dele. Mas, na época, parecia que só eu que fazia essa comparação. Resultado, para mim, o desenvolvimento dele foi lento e tardio.

Já com a Alice, eu agarrei na minha meta materna de criá-la para o mundo, para ela ser segura o suficiente para desbravar tudo o que quiser. Eu sempre digo que não existe forma certa ou errada para criar filho, cada um conhece os seus limites, tem a sua cultura individual e ideologias. Mas, muitos comportamentos da minha filha me mostram que o estou no caminho certo dos meus objetivos pessoais.

Eu sou chata e sistemática para muita coisa; sei falar NÃO e não cedo para choro, muito menos para birras; frustrações são muito importantes para a vida; lágrimas não são sinônimos de fraquezas, muitas vezes são o que dão mais força (senti isso na pele entre tantas cruzes que já carreguei); comprar o afeto dela com presentes está fora do meu orçamento; ensinar a dar bom dia e a usar por favor e obrigada sempre; eu prefiro que ela compartilhe a respeitar o momento pessoal que ela não esteja afim... Estou certa? Estou errada? Para quê seguir manuais de boas condutas? Hoje acredito em tudo isso, mas estou aberta a mudanças contínuas, afinal, maternidade é isso, deixar a língua triturada de tanto morder.

Falei, falei, para compartilhar a entrevista do El País. Achei tão interessante. Vale a pena ler. Confiram!

“A hiperpaternidade gera adolescentes com muitos medos”

O psicólogo José Antonio Luengo adverte sobre o perigo de tentar evitar todas as frustrações dos filhos

GEMA LENDOIRO

Os adolescentes de hoje são como os de antes? Assistimos a uma nova maneira de abordar essa mudança na vida de todo ser humano? Muitas vozes alertam, há algum tempo, que o excesso de proteção não é nada benéfico para as crianças que crescerão sem saber assumir responsabilidades. José Antonio Luengo, psicólogo espanhol especializado em adolescência, reflete sobre como mudaram os paradigmas da educação dos filhos de três décadas para cá e quais são as consequências.

Pergunta. Para começar, o que é a adolescência e quais fases da vida ela engloba?
O psicólogo
José Antonio Luengo
Resposta. A adolescência é uma fase da vida, uma etapa crucial do desenvolvimento, marcada por mudanças orgânicas, fisiológicas, cognitivas, psicológicas e emocionais notáveis e muito significativas na configuração definitiva da personalidade; que nos faz e fará alguém diferente de todos os que nos rodeiam. Falamos de um período que engloba, com flexibilidade, desde os 11-12 anos até os 16-18, dependendo sempre de fatores pessoais, individuais, sociais e culturais. O adolescente é um ser que, em termos precisos, cresce e aprende a crescer. A palavra, etimologicamente, remete a esse princípio: um ser que está crescendo. Com os conflitos, incertezas, dúvidas e surpresas que isso implica. Para o próprio adolescente e os que o rodeiam.


P. A adolescência de hoje difere em algo daquela que tiveram os que hoje são pais?

R. Existem diferenças e não são poucas. Mas, provavelmente, temos muito mais coisas em comum do que pensamos hoje. A revolução hormonal e fisiológica ocorre, as mudanças físicas e psicológicas... A crise inerente a uma mudança tão drástica e aparentemente inesperada. As dúvidas, a ansiedade de saber, de ser. A impulsividade, a desproporção, o desequilíbrio. E certa condição de rebeldia e oposição ao estabelecido pelos pais e pelo entorno. Algumas coisas nos diferenciam, claro. Estão relacionadas, sem dúvida, com o modo como vivemos, com a forma como as coisas estão organizadas hoje, ao contrário de ontem. Influem nessas diferenças o modo como nós, adultos, vivemos e como os fazemos viver, as características das famílias de hoje, como organizamos suas vidas, o papel desempenhado pelas tecnologias, e seu fácil acesso a um mundo “inabarcável”...

P. Sabe-se que as situações econômicas determinam em grande parte a forma de educar. O senhor acredita que os jovens nascidos numa época de maior desenvolvimento econômico foram educados numa cultura de pouco esforço e de ter tudo sem merecer só porque seus pais não o tiveram?

R. Eu sinceramente acredito que sim. Sempre é simplificador fazer uma afirmação categórica, mas não faltam evidências disso. Considerar que você é “melhor” pai ou mãe em função das possibilidades de acesso aos bens materiais que seus filhos têm, evitar suas incertezas e “facilitar-lhes” tudo o que tem de viver e experimentar foram (e ainda são) princípios educacionais obtusos e, com certeza, contraproducentes. Alguns descreveram esse fenômeno como uma forma de “takeover amigável” da infância. “Eu te compro” com tudo o que te dou porque não tenho tempo para estar com você, para cuidar de você, te ouvir e te educar como deveria... E como você precisaria.

P. Eu quero/eu tenho. E se não for assim, então me frustro, tenho traumas, me drogo, bebo, tenho relações sexuais muito cedo e com muitas pessoas... Faz sentido? Não estaríamos sendo permissivos? Ou há lugar para a esperança?

R. Hoje surge um termo muito interessante, o de pais “helicópteros”, numa clara alusão a uma maneira de gerir a educação dos filhos, baseada na hiperproteção. Uma espécie de hiperpaternidade, que vê os filhos como seres intocáveis, que, no fim, acabam tendo mais medos do que nunca. Pais que sobrevoam sem trégua as vidas dos filhos (daí o helicóptero), pendentes de todos os seus desejos e necessidades. O mundo parece acabar se seus filhos hesitam, se aparecem frustrações, preocupações. Se eles se entristecem ou, um dia, se zangam com os amigos. Envolver-se na vida dos filhos é inerente, é claro, a um exercício adequado da autoridade parental. Outra coisa é o ofuscamento pela perfeição, pela necessidade, quase obsessiva, de que sejam os melhores em tudo. Em tudo.

P. Sessenta anos atrás, se educava na base do cinto ou da chinelada e agora se educa tratando de não traumatizar a criança. Será que a virtude está, nesse caso, no meio-termo? O que ganhamos e perdemos com respeito à geração dos nossos pais?

"Crescer significa 
enfrentar, cair, saber 
se levantar, ajudar quem 
está em dificuldade. E também 
saber chorar e enxugar as lágrimas..."

R.  Falando do nosso ambiente social, o de um país desenvolvido, devemos insistir numa ideia. As crianças nunca foram tão bem “tratadas” desde que nos conhecemos como seres humanos. Nunca o ordenamento jurídico que protege os direitos das crianças e adolescentes adquiriu tanto valor, rigor, seriedade, critério e eficiência. O segredo, se existe um, é educar a partir do equilíbrio, atendendo às necessidades dos nossos filhos com esmero. E isso implica, inevitavelmente, em entender a frustração como uma experiência imprescindível. Entender que o “não” também educa, que são imprescindíveis a dor, a insatisfação, a dúvida, o conflito. Que é necessário que os adolescentes enfrentem o “não posso” ou o “não sei”, e saibam enfrentar as situações. Com autonomia.

P. Hoje os pais estão mais perdidos do que antes?

R. Apesar de tudo o que sabemos e aprendemos sobre educação, embora as condições de vida tenham melhorado notavelmente em relação a épocas anteriores (sempre em termos gerais e sem esquecer situações desfavorecidas que não devem ser negligenciadas), educar, hoje, é um processo muito complexo. Muitos fatores influem. Pais e mães sabem com certeza que o mundo mudou e que nossos filhos não necessariamente vão melhorar as condições de vida que nós, seus pais, tivemos ou temos. E aparecem muito mais dúvidas. E a obsessão, a preocupação de que não lhes falte nada, que sejam os melhores, competitivos... E certos papéis podem se perder nesse processo. As condições de vida também fizeram com que tenhamos menos filhos. E se perdem coisas. Os irmãos cobriam, e cobrem, uma parte substancial da experiência de crescer em companhia.

P. A falta de compromisso é uma das características da adolescência, mas que agora perdura depois dos 18 anos e isso tem que ter uma razão. O senhor saberia dizer qual?

R. Sou daqueles que pensam que, apesar das circunstâncias descritas, temos os melhores adolescentes e jovens de toda a nossa história. Mas nós não os ajudamos com princípios e critérios educativos de hiperproteção. Muito pelo contrário. Organizar a vida deles a partir do conforto sem fim não é o caminho. Estamos nos enganando. Crescer significa enfrentar, cair, saber se levantar, ajudar aquele que dobra o joelho ao seu lado, quem está em dificuldade. Crescer também significa saber chorar e saber enxugar as lágrimas. E continuar. Crescer significa se esforçar e ter disciplina. Automotivar-se em cada tarefa, em cada momento. Estes são, queiramos ou não, princípios essenciais do manual do bom pai, do bom educador. Será que nós não percebemos?

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

1+1

 

O Minha Vida em Semanas foi convidado para prestigiar a inauguração da mais nova loja infantil de Brasília, a 1+1. O evento aconteceu nessa terça-feira (20), no Brasília Shopping, local escolhido para receber todo o charme da marca de moda infantil.

Foto: Telmo Ximenes
A loja é do casal Gustavo Brasil e Kamila Castro que preparou tudo com muito bom gosto – decoração e coleções de enlouquecer qualquer pessoa que tenha ligações com crianças. Além de todo o charme das peças, o que mais me chamou a atenção na loja foi a variedade para meninos e meninas, afinal, as araras femininas costumam dominar nas marcas infantis.

Gustavo e Kamila, com suas filhas
A 1+1 conta com roupas, calçados e acessórios e promove o encontro do casual com o sofisticado.  A mais nova coleção, verão 2017, inspira-se em cenários paradisíacos para aproveitar a ensolarada estação. O Tahiti, maior ilha da Polinésia Francesa, e o Caribe trazem cores vibrantes e estampas com elementos da flora e fauna tropical. Enquanto Santorini, na Grécia, traz uma sensação de frescor com tons mais claros, como o esverdeado do mar.

A moda náutica é outra tendência bastante valorizada, entre outras referências. Além disso, a loja oferece roupas da Two In, a linha teen da 1+1, que atende a faixa etária de 9 a 16 anos e tem mais inspirações no universo urbano.




A festa de inauguração contou com o show do Tio André, um mágico que divertiu não só as crianças, mas todos que estiveram presentes na abertura da 1+1.


Fotos: Telmo Ximenes

Não deixe de conferir esta loja linda!

Serviço:
1+1
Endereço: Brasília Shopping, 2º piso (próximo à praça de alimentação)
Telefone: 3033-3668
Instagram: https://www.instagram.com/1mais1brasilia/

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Campanha “Cauê, para te ver sorrir”

A criatividade e o carinho da Izabely Cavalcante, integrante do grupo Mães de Brasília do Facebook, para ajudar uma amiga chamaram a minha atenção, além do caso em questão. Trata-se da campanha “Cauê, para te ver sorrir”.

O Cauê é um guerreirinho que nasceu precocemente no dia 24 de novembro de 2014, aos seis meses de gestação. Ele é um bebê que denominam "prematuro extremo", nascido com poucos mais de 700 gramas. Há de 70 dias, Cauê segue na UTI neonatal, em Brasília. Já foram muitas vitórias, como o ganho de peso (hoje gira em torno de 1,5kg). Contudo, há percalços pela trajetória, como a constatação de uma catarata congênita, que dificulta a visão do pequeno. Serão feitos procedimentos médicos para tentar reverter esse quadro. O otimismo é grande, afinal essa criança mostra todos os dias sua força e vontade infinita de viver.
A família luta muito. Tem plano de saúde, mas muitos procedimentos estão sendo realizados sem cobertura. Alguns por precisar de deslocamento de médicos (a criança não pode deixar a UTI para chegar até uma clínica ou consultório) e outros por não serem cobertos mesmo. Dentre eles, exames e terapias, o que tem tornado a ajuda de amigos e pessoas com disposição imprescindível.

Então, a Izabely Cavalcante está oferecendo um KIT FESTA, composto por 50 BRIGADEIROS GOURMET DE COPINHO e 1 NAKED CAKE (sabor a escolher), que será sorteado entre aqueles que decidirem dar alguma ajuda. Não há qualquer imposição de valor! Ajudas de R$1 ao infinito serão computadas para o sorteio. Basta confirmar o depósito, que o nome entrará para o sorteio.
O número da conta para depósito é: 

Caixa Econômica Federal
AG. 2717
Conta corrente 0549-7
CPF: 039.455.624-06
Favorecida: Sandryne Bernardino Barreto Januário.

O Sorteio será dia 15 de março de 2015.

Eu que já passei pela angústia de uma vida hospitalar, sei bem o valor de cada contribuição. Então, ajude como puder, doando ou compartilhando a campanha.

Obrigada!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Em 2015, sorria


Para 2015, desejo:
Que você entenda que a vida é muito curta para ser pequena
Curta quem você ama
Curta o que você ama
Apague as tristezas com um sorriso
Conheça gente nova
Não tenha vergonha de ser feliz
Que haja muita paciência
E pouca pressa
Tente colocar limites em seus filhos sem usar "não pode"
Converse com a boca, corpo e alma
Já falei sorria?
E também chore, se precisar
Coma chocolate
Reforce as amizades
Admire o céu azul
Admire o por do sol
E o amanhecer tão divino
Aproveite cada dia como se fosse o último, principalmente se você tiver filhos
Faça terapia (isso muda a sua vida e de todos a sua volta)
Comemore aniversários
Reclame menos
Não dê ibope às coisas negativas
Colha lições de todas as situações
Ajude quem precisa
Seja honesto e justo
Brigue menos
Abrace mais
Beije a toa
Declare os seus amores
Não tenha medo de errar
Não se reprima
Seja você mesmo
Tenha uma vida saudável
Dê valor às coisas simples da vida
Não deixe para aprender apenas nos momentos difíceis
Gargalhe
Fale besteiras
Seja feliz
E tenha um 2015 maravilhoso
FELIZ ANO NOVO!!!

domingo, 4 de maio de 2014

Oportunidade: Diretor de Operações

Para quem ainda não assistiu ao vídeo que segue abaixo, não perca!

O cargo em questão, "Diretor de Operações", realmente engloba todas as atribuições relatadas no vídeo. Mas, EU, acredito que o peso depende de cada um para virar um sobrecarga na vida. 



Para mim,  MÃE é o sujeito daquele famosos pensamento: "Quem faz o que gosta não trabalha nunca."

Eu curti tanto ser mãe do Davi, que nem me lembro do cansaço, das noites sem sono, dos enigmas do choro... Enfim, de todos esses "empecilhos" que existiram sim na minha vida materna, mas não chegaram nem perto de superar toda a gratificação e felicidade que a maternidade me proporcionou. 

CURIOSIDADE:  20ª semana – Dê-se um presente pela metade da gravidez! Parabéns, agora só falta a outra metade!Seu bebê está ganhando peso e está mais ou menos do tamanho de uma banana. Uma substância espessa e gordurosa, chamada vérniz, envolve todo o bebê e protege a pele da imersão do líquido amniótico. Essa camada também ajuda no parto normal, pois "escorrega". (Fonte: Baby Center)

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Nos olhos da mãe e do filho

Por problemas técnicos (maternos), não consegui atualizar o blog na última semana. Foi uma guerra feia entre o sono e a sensibilidade que tem me consumido. Se eu já sou chorona por natureza, grávida então... 

Imagine a minha reação ao assistir ao vídeo que girou o mundo na semana passada, que mostra os dois retratos da MÃE – como a gente se ver e como os nossos filhos nos veem. Quem ainda não assistiu, vale a pena!

 Veja a diferença de como as Mães se descrevem e como os filhos descrevem a mãe
CLIQUE NA TV!

Pura realidade, não?

Que tal então continuar dando o melhor de si para cuidar dos seus frutos e tentar curtir cada fase da vida de VOCÊS (juntos)? Vamos nos desprender das culpas, dos medos sem fundamentos e da autodesvalorização. Enquanto perdemos tempo com tudo isso, deixamos de sorrir.

Meio “autoajuda”, mas faz sentido, não?!

Sinta-se insubstituível

CURIOSIDADE:  10ª semana – Os “esboços” dos órgãos já estão em seus devidos lugares: o embrião agora é chamado de feto. Você ainda não consegue sentir, mas o bebê já se movimenta aí dentro.  O bebê quadruplicou de tamanho em apenas um mês. Ele tem, em média,  3,1cm e 4g. (Fonte: Crescer)

sábado, 2 de novembro de 2013

Morte: o maior tabu da vida


Olá! Quanto tempo! Mil desculpas aos que curtem acompanhar o meu blog, mas não tenho conseguido mesmo me dedicar. Estou comprando tempo. Quem tem? Rs...

Há muito tempo quero escrever sobre este assunto que faz muitos se arrepiarem, mas uma infinidade de questões me dizia: “ainda não é o momento”. Pulei da cama hoje e pensei: “chegou a hora!”.

Todos conhecem aquele tal pensamento “A morte é a única certeza da vida”, mas, de fato, ninguém sabe lidar com ela. Eu, por exemplo, precisei viver a dor, o desespero, sentir o meu chão se abrir, buscar forças de onde eu nunca imaginei ter e administrar toda a carga desses sentimentos para aprender a lidar com ela. Depois disso tudo, que eu não desejo a ninguém, eu passei a me questionar o porquê de ser um tabu. É uma coisa louca que eu não sei se vou conseguir explicar.

Antes de a morte aparecer na minha vida de forma tão dolorosa, eu era dessas que ficava constrangida ao descobrir que alguém havia perdido um ente. Não sabia o que dizer, fazia aquela cara de “puta que pariu” (desculpem-me pelo o palavrão, não achei definição melhor), mas não sabia que era EU que gerava todo aquele constrangimento e não a pessoa que partiu, muito menos a que estava me contando do fato.

Hoje, como eu mudei de lado na história, tive que aprender a lidar com essas situações. Continuo entendendo o lado de quem se sente na obrigação de consolar quem perdeu alguém, mas me pergunto, por que EU não conseguia enxergar que quem tem a missão de carregar toda a carga que a morte deixa, tem também uma vida pela frente? E o fato de ela omitir que perdeu alguém, para não gerar o tal constrangimento, não fará com que o seu ente ressuscite para ela apagar a morte de sua vida.

Quem perde alguém aprende, seja à força ou de forma extremamente lenta, a conviver com a dor. Muitos admiram a forma que eu lido com a perda do meu filho. E eu não falo do Davi de forma “tão natural” e feliz para provar que sou forte. Essa foi a MINHA forma de conseguir voltar a viver. Nem eu imaginava como seria. Mas hoje, a única coisa que quero é não apagar toda a alegria que o Davi plantou na minha vida. Aquele sorriso lindo, as bilocas azuis que olhavam para mim, até aquela mãozinha gostosa me fazendo carinho, eu não deixei e nunca deixarei morrer. O meu amor é muuuuuito maior do que a morte! Além disso, o que eu mais aprendi foi que TODOS têm uma missão. A do Davi, apesar de curta, foi tão intensa que eu sinto que ainda não terminou. A minha então, muito menos. Tenho uma missão longa pela frente, não necessariamente longa de tempo, mas com uma lista de tarefas grande a ser cumprida.

A morte é fria, escura e cheia de interrogações sim. Mas, tenho que admitir que ela nos ensina tantas coisas. Afinal, quem nunca foi a um velório e caiu naquele rio de pensamentos: a gente nunca saberá o dia de amanhã, ele (a) tinha tantos planos, era tão alegre, tem tanta gente ruim que não morre... E, pelo menos por um dia, passa a dar valor às coisas simples da vida. Quem nunca?

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Susto desagradável


Olá, amigos e leitores! 

Eu tirei um período de férias e quando cheguei levei um baita susto com uma repercussão negativa que a Casa de Moisés protagonizou no último mês. Só agora tive tempo para entrar em contato com a instituição para esclarecer o que realmente está acontecendo.

A mídia divulgou que o Ministério Público de Goiás determinou o afastamento da diretoria e auxiliares do orfanato por serem suspeitos a maus-tratos contra as crianças e até de abusos sexuais. Infelizmente, realmente está acontecendo a intervenção. A casa está sob os cuidados do município, guardada pelo Conselho Tutelar de Goiás e pela Polícia Militar, até que tudo seja esclarecido. (Leia a matéria na íntegra)

Com isso, as visitas estão, por parte, suspensas. A justiça não pôde fechar totalmente à visitação, pois a instituição ainda não recebe nada do município de Águas Lindas de Goiás. Então, para as crianças abrigadas não passarem por necessidade, os doadores podem ajudar a abastecer a casa. O conselho tutelar tem buscado manter a rotina dos abrigados com as atividades escolares e extra-disciplinares e são acompanhados por assistentes sociais, psicólogas e orientadores voluntários. A meninada ganhou até cinema (fiquei feliz!).

Não gosto e nem devo julgar ninguém. Como já escrevi anteriormente aqui, o meu marido e eu demoramos muito a encontrar uma instituição que nos passasse confiança, para realizarmos o nosso projeto solidário. Há mais de um ano ajudamos a Casa de Moisés e nunca presenciamos absolutamente nada para suspeitarmos tamanha barbaridade. Não conheço todos os envolvidos, mas é muito difícil acreditar que a Dona Vera tenha participado de qualquer parte dessas maldades. Até porque, as crianças a amam e amor de criança é o mais sincero. E na matéria exibida no Balanço Geral, todos os entrevistados também foram surpreendidos com a notícia, inclusive ex-abrigado e ex-funcionária.


É bom registrar aqui também que a responsável do conselho tutelar que está cuidando das crianças alertou que a Casa de Moisés não está entrando em contato com nenhum doador. Então, se alguém receber e-mails ou telefonemas pedindo ajuda, como eu recebi, fiquem atentos!

Diante de tudo isso, fico na torcida para que tudo se resolva e responsabilizem todos que tenham feito qualquer maldade com as crianças, isto é, se realmente aconteceu alguma coisa.

Quem quiser tirar qualquer dúvida ou doar mantimentos, pode entrar em contato com a Casa de Moisés, que os responsáveis estão abertos a esclarecimentos.

SERVIÇO:
Casa de Moisés
Matéria R7 – Clique aqui
End: Quadra 57, lote 16, Área Especial, setor 7, Águas Lindas do Goiás – GO
Tel: (61) 3618-5322

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Aqueça quem precisa



Olá, amigos!

Uma amiga está participando da Campanha do Agasalho do Instituto Brasiliense de Análise do Comportamento (IBAC) para ajudar uma instituição carente do Varjão. Como eu estou em déficit com a Casa de Moisés, por total falta de tempo, deixo aqui um pedacinho da minha contribuição, a divulgação da ação, para depois completar com doações.

Como, neste ano, o frio começou mais cedo, a equipe IBAC está arrecadando agasalhos, sapatos, brinquedos e roupas em geral para uma instituição filantrópica no Varjão. Serão bem-vindas doações de todos que quiserem colaborar para aquecer o corpo e o coração de alguém que precisa. Deixe a sua contribuição na secretaria do IBAC, podem ser roupas de todos os tipos para todas as idades.

Muito obrigada pela colaboração!

SERVIÇO:
Instituto Brasiliense de Análise do Comportamento (IBAC)
Deixe a sua contribuição na secretaria do IBAC
Endereço: SGAS 910, Bloco B, Condomínio Mix Park Sul Bloco F, Sala 129, 1º Andar - Asa Sul
Tel: (61) 3242-5250 | 3443-4086
Informações: Monique
E-mail: ibac@ibac.com.br
Horário: das 8h às 20h


quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Natal feliz

Presentes arrecadados, ajudas extras também, lotaram o quarto do Davi! Roupa do Papai Noel prontinha,  o bom “velhinho” e toda a equipe do bem ansiosos. Foi assim a nossa última semana, até o sábado de manhã. Que festa lindaaaa!!! O Minha Vida em Semanas cumpriu mais uma meta, graças a vocês, leitores do bem, que abraçam e repercutem este trabalho divino!
Quarto do Davi lotado
Presentes prontos para a entrega
A magia do Natal chegou com tudo na manhã do dia 22. As Crianças ficaram encantadas com o Papai Noel (que não poderia ter sido melhor) e os adultos que participaram do evento, tenho certeza, que tiveram o Natal mais completo. Eu, particularmente, fui dominada pela felicidade e a leveza de sensação de missão cumprida. Se eu não tivesse tido um Natal tão lindo no ano passado, com a minha Estrelinha Mágica, diria que este foi o Natal mais maravilhoso que já tive na minha vida.
Papais Noeis


Crianças encantadas
Equipe linda

Mais uma vez, muito obrigada a todos que participaram! Com certeza o Davizinho fez festa lá em cima também! Que o Natal de vocês tenha sido tão encantado quanto o meu!
Davi, o responsável por tudo isso

Agora, que venha 2013 e apague todas as desgraças do ano do fim do mundo. Desta vez, não quero planejar absolutamente nada! Talvez, assim eu me surpreenda mais e me frustre menos. E quem somos nós para planejar algo, né? Temos mais é que viver o que já está programado para nós! SEM DÚVIDA, 2013 será muito melhor!
FELIZ ANO NOVO A TODOS!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Natal quase completo

É com muita alegria que grito:
TODAS AS CRINÇAS DA CASA DE MOISÉS FORAM ADOTADAS!
UHUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!!!
Graças a Deus e aos Papais e Mamães Noeis de bons corações, esses pezinhos serão calçados neste Natal!
Sou muito grata pela colaboração de todos!
Agora, para o Natal ficar completo, falta eu receber os presentes para o Papai Noel entregar à criançada no dia 22 de dezembro.
Até o dia 15 de dezembro, pretendo recolher todos os presentes. Por favor, vamos manter o contato, por e-mail (minhavidaemsemanas@gmail.com) ou pelos comentários do Blog, para combinarmos a melhor forma possível para a entrega dos presentes. Ah, e não se esqueçam de identificar os embrulhos!
Mais uma vez, muuuuuuuito obrigada, bons “velhinhos”!
SERVIÇO:
Festa de Natal na Casa de Mosiés
Data:
22 de dezembro de 2012
Período: Matutino
End: Quadra 57, lote 16, Área Especial, setor 7, Águas Lindas do Goiás – GO
Tel: (61) 3618-5322
Site: http://www.casademoises.org

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Ainda dá tempo para ser Papai Noel


Como estou feliz com calorosa participação dos meus amigos do bem na nossa campanha de Natal para calçar os pezinhos da Casa de Moisés! O trabalho está expandindo tanto, que já recebi e-mail até de outras cidades.
Obrigada, obrigada, obrigada! Muito obrigada, galera!
E quem aí ainda não entrou no clima de Natal? Ainda dá tempo de ser Papai Noel de uma criança liga que merece receber a magia desta data tão especial!
Confira a lista de adoção, escolha o perfil e informe, por e-mail (minhavidaemsemanas@gmail.com) ou pelos comentários do Blog, qual o pequeno você quer calçar.  A lista de crianças disponíveis à adoção é atualizada semanalmente.

Não se esqueçam de fazer um embrulho bem bonito e identificá-lo. Se quiser pode complementá-lo também com um brinquedo. Não precisam ser novos, o importante é ajudar!
Divulguem esta campanha! Juntos, levaremos a magia do Natal à Casa de Moisés.
Muito obrigada!
SERVIÇO:
Festa de Natal na Casa de Mosiés
Data:
22 de dezembro de 2012
Período: Matutino
End: Quadra 57, lote 16, Área Especial, setor 7, Águas Lindas do Goiás – GO
Tel: (61) 3618-5322
Site: http://www.casademoises.org

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Ainda não é Papai Noel?

Estou vendo que o Natal será ótimo, muitos Papais Noeis já entraram em ação para calçar pézinhos das Casa de Moisés. Que alegria! Muito obrigada, gente!
Mas ainda têm muitas crianças para serem adotadas. Não perca tempo, escolha o perfil na tabela abaixo e informe, por e-mail (minhavidaemsemanas@gmail.com) ou pelos comentários do Blog, qual o pequeno escolhido.  Semanalmente, atualizarei a lista de crianças disponíveis à adoção.
 

Não se esqueçam de fazer um embrulho bem bonito e identificá-lo. Se quiser pode complementá-lo também com um brinquedo. Não precisam ser novos, o importante é ajudar!
Divulguem esta campanha! Juntos levaremos a magia do Natal à Casa de Moisés.
Muito obrigada!
SERVIÇO:
Festa de Natal na Casa de Mosiés
Data:
22 de dezembro de 2012
Período: Matutino
End: Quadra 57, lote 16, Área Especial, setor 7, Águas Lindas do Goiás – GO
Tel: (61) 3618-5322
Site: http://www.casademoises.org

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Então, é Natal...

Gente, o Natal já está aí! Já pensou em ser Papai / Mamãe Noel para uma criança que precisa de ajuda constante para poder sonhar?
Uma amiga, que tem me ajudado bastante nas campanhas da Casa de Moisés, teve uma ideia excelente que irá transformar o Natal da instituição. Cada criança terá o meu próprio Papai Noel, que irá preparar um presente especial a ela, recheado de amor e carinho. E VOCÊ pode ser um desses “bons velhinhos”!
As crianças estão muito carentes de calçados. Então, a principal missão dos “Papais Noeis” é ajudar a calçar os pezinhos da Casa de Moisés.
Organizamos uma lista das crianças que vivem na instituição, com nome, idade, aniversário, numeração de calçados e manequim. Agora, você já pode adotar uma criança! Basta escolher o perfil na tabela abaixo e informar, por e-mail (minhavidaemsemanas@gmail.com) ou pelos comentários do Blog, qual o pequeno escolhido. Semanalmente, irei atualizar o blog para informar as crianças que ainda estarão disponíveis para a adoção.

A nossa festa de Natal será realizada no dia 22 de dezembro. Quem quiser participar, será bem-vindo. Aos que não poderão comparecer, recolheremos as doações até o dia 20 de dezembro.
Papais Noeis, façam um embrulho bem bonito, não se esqueçam de identificá-lo e, se quiser pode complementá-lo com um brinquedo. Não precisam ser novos, o importante é ajudar!
Ah, e até o dia 30 de novembro, a Vakinha para as obras do orfanato estará aberta. Alimente esta ação!
SERVIÇO:
Festa de Natal na Casa de Mosiés
Data: 22 de dezembro de 2012
Período: Matutino
End: Quadra 57, lote 16, Área Especial, setor 7, Águas Lindas do Goiás – GO
Tel: (61) 3618-5322


quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Vamos ajudar?

Brinquedoteca lindaaaa, dispensa quase pronta e abastecida, janelas instaladas... Essas foram parte do tsunami de emoções que tive na última visita à Casa de Moisés, no dia 12 de outubro.

Diante de tudo isso, lembrei-me como o meu marido e eu penamos para encontrar uma instituição séria para desenvolver o nosso projeto pessoal. Foram seis meses de pesquisas constantes, contatos sem retorno, até que encontramos a Casa de Moisés. Hoje vejo que esta demora valeu a pena, afinal não há nada melhor do que ver as coisas andando de verdade.
Muito obrigada a todos que nos ajudam sempre. Todas as doações são sempre muito bem recebidas. E aos amigos que acham que doaram “pouco”, com R$10, por exemplo, vejam o resultado das suas doações, essas obras lindas que já estão sendo usufruídas pela criançada!

Agora, gostaria de pedi mais uma ajuda. Não gosto e nem costumo pedir dinheiro, mas hoje recebemos uma ligação do orfanato, pois estão com dificuldades para pagar os pedreiros. E para não correr o risco de o trabalho parar, a instituição precisa de R$800,00 para a mão de obra.
Quem puder ajudar com QUALQUER quantia, criei uma conta no site Vakinha.
Deixo também a conta bancária da instituição:
Banco do Brasil
Casa de Moisés
Ag: 4590-x
C/C: 11524-x

Qualquer dúvida, por favor, entre em contato comigo pelos comentários ou por e-mail (minhavidaemsemanas@gmail.com).
Mais uma vez, muuuuuuuuuuito obrigada! 

SERVIÇO:
Casa de Mosiés
End: Quadra 57, lote 16, Área Especial, setor 7, Águas Lindas do Goiás – GO
Tel: (61) 3618-5322
Site: http://www.casademoises.org

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Feliz Dia das Crianças!


Nunca tive um 12 de outubro tão lindo como o do ano passado, mesmo dentro de um hospital, com o meu pitoquinho na UTI. E quem diria que eu iria acertar em cheio o presente que demorei horas escolhendo numa loja de brinquedos, com tanto amor, o primeiro e único presente de Dias das Crianças que dei ao meu filho, o presente que mais marcou a vida dele. 


Lembro-me como se fosse hoje, as mãozinhas dele amassando o pacote para ouvir o “crack, crack”, os seus olhinhos brilhando quando viu as cores e a carinha feliz do CD Player da Fisher Price, o seu sorriso contagiante ao ouvir aquela voz que faz parte da família, depois que se tem um bebê: “A, B, C, D, E, F, G, H, I, J, K, L, M, N, O, P, Q, R, S, T, U, V, X, Z, vamos aprender o nosso ABC”. E, para ele, brinquedo algum superou aqueles disquinhos coloridos.

Espero que hoje nós consigamos fazer os olhinhos das crianças da Casa de Moisés brilharem como os do Davi! Muito obrigada a todos os amigos que colaboraram e lotaram o meu carro com doações, mais uma vez!

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS A TODOS OS PEQUENOS! 

Em especial, à minha estrelinha!

Vou compartilhar a mensagem que a equipe maravilhosa do HCor fez no ano passado aos pais dos pequenos grandes guerreiros:

“Papai e mamãe,
Hoje é Dia das Crianças e sei que vocês gostariam de me levar para passear, brincar, escolher meu presente, enfim, sei de tudo que se passa nos seus coraçõezinhos. Porém, agora estão cuidando do meu e aqui não é tão ruim assim. Por isso, vamos fazer nossa comemoração aqui. 
Sei também que esta data é simbólica, pois para vocês, cada dia meu é muito importante e significativo. Cada dia meu é uma comemoração e para vocês todo dia é meu Dia da Criança. E saber que vocês estão ao meu lado, torna este dia e todos os outros dias inesquecíveis!”

sábado, 29 de setembro de 2012

Dia das Crianças






Olá, mãezinhas e leitores da minha vida! A correria louca do dia a dia me fez sumir, mas não me esqueci de vocês.

O Dia das Crianças está chegando e para comemorar esta data tão especial decidimos visitar o orfanato Casa de Moisés no dia 12 de outubro. Infelizmente não tenho conseguido voltar à instituição com frequência, mas tenho recebido muitos contatos de pessoas do bem que têm mobilizado campanhas para ajudar a casa.

Como já publiquei anteriormente, a Casa de Moisés, localizada em Águas Lindas de Goiás (GO), município precário e um dos mais violentos do país, é um orfanato fundado há 17 anos, fruto do trabalho da Mãe Vera, uma senhora que cuida de crianças há 40 anos. Apesar de simples, o abrigo promove um trabalho sério, em busca de oferecer um futuro digno, sem drogas e fora da criminalidade, aos mais de 60 jovens, entre três meses e 12 anos. São crianças órfãs, abandonadas, resgatadas de agressões e abusos sexuais ou filhos de pais que não têm condições sociais ou de saúde para criá-los.

As maiores carências da instituição são:
  • Produtos de higiene e limpeza
  • Mucilon para os bebês
  • Fraldas descartáveis.

Mas, roupas, calçados, brinquedos, alimentos ou qualquer outro tipo de doações, com certeza serão sempre bem-vindas.

Quem quiser ajudar, por favor, entre em contato comigo por e-mail (minhavidaemsemanas@gmail.com) ou pelos comentários, que combinamos a melhor forma para me entregar os donativos. Ou ainda, se você tiver o interesse de conhecer o abrigo, acesse o site criado por um voluntário ou faça uma visita. Assim, você também levará muitos sorrisos à criançada!

Serviço:
Casa de Mosiés
End: Quadra 57, lote 16, Área Especial, setor 7, Águas Lindas do Goiás – GO
Tel: (61) 3618-5322

Muito obrigada!

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Eles são mais fortes do que você!


Sorriso mais lindo depois de uma complexa cirurgia cardíaca

Desde domingo, um grande pai tem me inspirado muito a escrever, agradecer mais ainda pelos 383 dias que passei com o meu pitoquinho, dar mais valor também às coisas simples da vida, enfim, tudo que Davizinho mostrou para mim e para muitos, em sua curta jornada. Este pai é o cara que teve uma brilhante ideia de fazer com que o seu filho, Felipe, de 13 anos, que tem paralisia motora devido à falta de oxigenação ocorrida durante o parto, realizasse o sonho de jogar futebol. Ele desenvolveu uma bota gigante para o pai e o filho calçarem juntos. Resultado: Felipe não escondia a felicidade ao correr atrás da bola, o jogo foi completo por sorrisos lindos e cativantes, além de ter sido o artilheiro da partida!

Esta história foi apresentada também no programa Encontro com Fátima Bernardes, na última quarta (15). Foi tema de um debate rico em informações e depoimentos. A escritora Fernanda Young falou pela primeira vez sobre a sua filha que tem uma doença congênita e hidrocefalia. “Nunca falei sobre isso para não parecer que é um tipo de apelo”, revelou. Mas, o que mais me chamou atenção no depoimento de Fernanda Young foi a seguinte colocação: “Quando a gente é agraciado pela sorte de ter um filho especial é porque nós somos abençoados e somos capazes.” Concordo plenamente! Pois eu fui a escolhia da dar o maior amor do mundo ao Davi e capaz de ser feliz junto com ele, mesmo diante de todas as dificuldades!

A atriz Isabel Fillardis, que tem um filho com uma síndrome rara que compromete o desenvolvimento, a chamada Síndrome de West, também participou da discussão e completou: “Você (Fernanda Young)fez muito bem de ter falado. Tem que falar mais, não é apelativo. Eu também achava que seria, mas é que a gente passa por tanta dificuldade. Recentemente, eu recebi o depoimento de uma mãe e foi marcante porque eu senti tudo o que ela sentiu. Eu senti vergonha, senti inveja das outras mães porque tinham os filhos normais. E agora eu posso falar porque eu já senti. Tem muita mãe e pai ouvindo a gente em casa”.

Assistindo ao debate, eu me visualizei em diversos pontos e me emocionei muito. Quem tem filho especial sofre muito mais com os preconceitos da sociedade do que com o problema de saúde em sim. É claro que não é fácil lidar com vida hospitalar, medicamentos e cuidados especiais. Mas, é doloroso passear com o pequeno, sentir a felicidade dele e perceber pessoas observando-o com pena, por exemplo.

No meu caso não era muito recorrente, pois o Davi não apresentava características físicas. Mas quando eu falava sobre o problema dele, todos o fragilizavam de uma forma irritante! 

Essas crianças são mais forte do que qualquer outra, mas fortes do os próprios pais que conseguem vencer qualquer limite para dar vida ao seu fruto, e infinitamente mais forte do que você, que só consegue enxergar fragilidade nelas. Se brincar, conseguem até ser mais felizes, pois são capazes de curtir as mínimas coisas, aquelas que você deixa passar porque alguma futilidade chama mais a sua atenção.

Para quem não assistiu ao Fantástico, no último domingo, ou ao Encontro com Fátima Bernardes, na última quarta, vale a pena conferir. Clique aqui!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

A vida continua


Quando eu era pequena e me deparava com situações de perdas, pensava: se um dia eu perder a minha mãe ou o meu pai, ninguém da escola vai saber, vou guardar este segredo a sete chaves (morreeeendo de medo disto acontecer de verdade)! E tinha esta percepção porque não queria que as pessoas associassem a tristeza à minha pessoa, por mais derrotada que eu estivesse num momento tão delicado como estes. E não é que de certa forma eu estava certa?

Depois que perdi o maior amor da minha vida, senti um “baque” nos momentos que chegava em algum lugar, por exemplo. A impressão que dava era que todos se obrigavam a lamentar a minha perda e no final das contas eu que acabava consolando as pessoas. Sem contar que eu me surpreendi comigo mesma. Imaginava que, numa condição desta, não conseguiria voltar a viver. Mas Deus dá a cruz que cada um consegue carregar. E é imprevisível a sua reação diante de QUALQUER situação.

Perder alguém que amamamos é insuportável, uma dor indescritível e incomparável, por mais que você tenha passado por situações parecidas. Nunca é igual! Você pode até ter perdido um filho também, mas se ele estava bem e feliz em casa, é muito diferente do outro que estava hospitalizado, ou de um que sofreu acidente de carro, ou até se foi assassinado. Não estou classificando a pior dor, mas, de fato, tudo isso é incomparável! Sem contar a ligação que existiam entre mãe e filho. Por mais que amor materno por si só já seja imensurável, o pacto que existiu entre eles varia sim.

Além de lidar com essa guerra de sentimentos, temos ainda as decisões a serem tomadas. O que fazer com tudo que ele deixou? Para essas coisas não existe regra. Eu optei seguir o meu coração e buscar o bem-estar da minha família. Então, guardei as coisinhas mais marcantes do Davi, vendi o seu quartinho e doei muuuuuuuitas roupinhas e brinquedos a quem realmente precisava. Diminuiu a minha dor? Com certeza não! Mas me senti muito bem ajudando quem precisava. Afinal, quando mais precisamos para lutar contra o problema do meu filho, recebemos ajudas de anjos.

Muitos me perguntam: Por que eu não guardei tudo, se sou nova e terei mais filho? Se Deus me der mais uma vez esta benção, quero viver tudo intensamente como vivi para o Davizinho. Afinal, é tão gostoso escolher as roupinhas, o quartinho... O Davi é insubstituível, mas espero ser a mãe que fui para ele aos meus outros filhos, sem comparações, mas com a mesma intensidade de amor.

Diante de tamanha perda, o meu filho deixo um mar de lições. Ele viveu por 1 ano e 18 dias lutando e mostrando o valor da vida a cada dia. Então, quem sou eu para me entregar à tristeza e não continuar a minha missão? Se eu consegui voltar a sorrir, não significa que eu o esqueci! Pelo contrário, quer dizer que ele ainda está vivo em mim e continua me passado toda aquela força que sempre teve. E volta e meia eu o agradeço por toda esta força, que tenho certeza que vem dele! Nos momentos mais frágeis, que tenho as minhas recaídas, peço desculpas, pois sei que estou prendendo o meu anjo de alguma forma. Agora ele tem asas lindas para voar. É muito egoísmos de a minha parte prendê-lo a todo o momento para buscar consolo. 

Há muito tempo queria escrever isto, mas não encontrava o momento ideal. Enfim, é só um desabafo...