quarta-feira, 12 de março de 2014

Parto humanizado: um processo fisiológico


“Para mudar o mundo, precisamos mudar a forma como nascemos” 
(Michel Odent)


Nesta semana eu tive o prazer de assistir ao filme "O Renascimento do Parto". Um documentário incrível com depoimentos de mães, um super pai (Márcio Garcia), médicos, enfermeira, doula, antropóloga e psicóloga sobre parto humanizado.  

Mas o que é parto humanizado?

É a forma que a mulher conduz como deseja dar a luz ao seu filho, da forma mais natural, com o mínimo de intervenções médicas possíveis, mas prezando pela segurança e saúde da mãe e do bebê, é essencial que ambos estejam bem e saudáveis.  O local para acontecer é definido pela preferência dos pais, onde se sentirem mais seguros, seja em casa, na água, em casa de partos ou no hospital. 

A grande polêmica que gira em torno do parto humanizado é a questão mercenária que domina a medicina brasileira. Infelizmente, hoje é muito difícil encontrar um médico disponível para fazer parto normal. A maioria bombardeia as mães com mitos que impedem a realização ou até mesmo “enganam” as mulheres, afirmando que irão fazer e quando aproxima a DPP (data provável do parto), encontram desculpas para amedrontarem as mães a manter a decisão. 

Vamos aos mitos e verdades do parto normal (Fontes: Mãe GNT e Baby Center):

1) Parto normal dói mais do que cesárea? 
Depende. A dor pode existir nas duas situações, mas em momentos e por períodos diferentes. O pós-parto de uma cesariana é bem mais doloroso.

2) O corte no períneo, para facilitar a passagem do bebê, é obrigatório? 
Mito. Chamado de episiotomia, este corte só é feito quando há indicação específica, já que a recuperação de mulheres submetidas a este processo tende a ser mais dolorosa.

3) O parto normal alarga o canal vaginal?
Mito. A vagina é um órgão elástico, preparado para o parto.

4) Se o cordão estiver em volta do pescoço do bebê, não poderei ter um parto normal?
Depende. Há uma ‘geleia’ espiralada em volta do cordão que dificulta a asfixia. Quando o cordão dá apenas uma volta no pescoço não há indicação obrigatória para cesárea. Se durante o trabalho de parto for avaliado que são muitas voltas e houver desaceleração dos os batimentos do bebê, levando ao que chamamos de sofrimento fetal, o procedimento cirúrgico pode ser a melhor opção.

5) Mulheres com quadris estreitos não poderão ter parto normal?
Mito. Geralmente, o bebê se adapta aos diâmetros da bacia. 

6) O retorno às atividades é mais rápido em mulheres submetidas ao parto normal?
Verdade. Quanto menor a lesão dos tecidos, mais rápida é a recuperação. Em mulheres que tiveram parto normal, o retorno às atividades normais costuma acontecer após 45 dias.

7) Posso ter parto normal depois de já ter feito uma cesárea?
Verdade. Um dos principais motivos para não tentar o parto normal depois de cesariana é o risco de haver uma ruptura uterina, mas estudos mostram que esse risco não ultrapassa 0,8%. Os benefícios do parto normal mesmo após uma cesárea são maiores que os riscos de outra cesariana.

Escolha de profissionais

Parta mim, viver a experiência de um parto normal é uma meta de vida. Acredito que com isso me sentirei uma mulher completa. Se você também tem esse desejo, informe-se, busque um médico que respeita a sua escolha e não hesite em trocar de profissional caso não esteja 100% segura. Isso é importantíssimo para a chegada do seu filho, o momento mais marcante da sua vida!

Às mamães de Brasília que buscam indicações de profissionais que apoiam o parto humanizado, cliquem aqui para acessar uma lista de obstetras, enfermeiras, parteiras e doulas.

No DF tem também a Casa de Parto de São Sebastião, que é referência em parto humanizado pelo SUS. Não conhece? Clique aqui para obter mais informações.

CONVITE

A próxima segunda-feira (17) é uma data muito importante para mim, aniversário do meu anjinho Davi. É inevitável passar em branco. Por isso, convido todos a participar da missa que será celebrada pelo Diácono Alfredo na Igrejinha Nossa Senhora de Fátima.

Data: Segunda-feira, 17 de março
Horário: 18h30
Local: Igrejinha Nossa Senhora de Fátima – 308 Sul.

CURIOSIDADE:  13ª semana – Nesta semana, antes de completar as 13 semanas, fiz o ultrassom morfológico do primeiro trimestre. Trata-se de um exame mais detalhado para avaliar a formação do bebê e detectar sinais de problemas genéticos, como a síndrome de Down. É inevitável a mãe não ficar tensa na véspera do exame. Mas graças a Deus, o meu bebê está lindo! Apesar de ter escondido o rostinhos com as mãozinhas, deu tchauzinho para a mamãe se derreter mais ainda. Aos que especulavam que tinha uma creche na minha barriga, nada de gêmeos, é só um mesmo! Rs...

Nesta fase, o bebê está formado e a maioria dos órgãos funciona. Os músculos se desenvolvem: braços dobram nos pulsos e nos cotovelos e os dedos se fecham. Ele já tem, em média, 7,4 cm e 23g. (Fonte: Crescer)

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