quarta-feira, 11 de março de 2015

AMAmentação



Quem disse que amamentação é um ato instintivo, de fato nunca amamentou. Eu já tive esta experiência duas vezes e vou relatá-las. Vira e mexe, alguém me procura, perguntando sobre o assunto, então acho que posso contribuir de alguma forma.


Amamentar é sim um ato de muito amor, mas a força de vontade da mãe deve caminhar junto, pois o início não é nada fácil. Nos primeiros dias, a mãe costuma sofrer muito com dores no peito. Às vezes o peito enche muito, a ponto de o bebê não conseguir mamar e o bico acaba rachando. Já para o bebê, a dificuldade costuma ser na pega do bico para a sucção. Essa pega errada também machuca o peito da mamãe. Todo esse sofrimento pode se estender até o segundo mês. 

1º filho

Como muitos sabem, a gravidez do Davi foi bastante corrida, pois descobri tarde (com 16 semanas) e ainda tive que enfrentar o diagnóstico da Síndrome de Hipoplasia do Coração Esquerdo (SHCE) do meu filho. Entre a busca pelo melhor tratamento ao meu filho, viagens, trabalhos e tentar curtir o máximo a gravidez, não tive tempo para me informar sobre a amamentação. Não sabia nem que a fase inicial seria difícil. Mas graças a Deus eu tive muita sorte.

O Davi nasceu em São Paulo, no Hospital do Coração (Hcor), com uma equipe excelente. Devido à cardiopatia, ele só pôde começar a mamar com 15 dias de vida. Com isso, eu ouvi muito que ele não iria mais aceitar o peito, que já tinha perdido o “instinto”. Nesse período, eu estimulei a produção do leite retirando com bombinha elétrica. Isso sim foi sofrimento. Pois usar a bombinha antes de o bebê mamar, machuca demais o peito. E como era o meu primeiro filho, o meu colostro começou a sair apenas no segundo dia. Para amenizar a dor, usei a pomada de lanolina Lansionoh. Ajudou muito, tanto na fase que eu tirava leite com a bombinha, quanto no início das mamadas do Davi. E não atrapalhou a pega dele, como muitos dizem por aí.

Quando o Davi foi autorizado a mamar direto no peito, tivemos o acompanhamento de uma equipe de fonoaudiólogos que me ensinou a amamentar e auxiliou o Davi a mamar. A ajuda foi excelente! Eu aprendi a dar o peito e o Davi aprendeu a mamar muito rápido. Aquela dor de ver estrela, que parece que o bebê tem dentes ao pegar o peito no início da mamada, durou apenas três dias. 

Outra coisa interessante que aconteceu comigo foi uma interrupção na amamentação que precisei fazer quando o Davi estava entrando no sexto mês, devido à segunda cirurgia dele. Como ele teve um pós-operatório bem complicado, ficou dois meses e meio fora do peito. Do tanto que eu ouvia que ele não iria mais voltar, pois bastam poucos dias para “desaprender a mamar”, eu já tinha perdido as esperanças. Mas na primeira tentativa, o Davi voltou a mamar com toda a vontade e satisfação do mundo. E mamou até o seu último dia, com 1 ano e 18 dias.

2º filho

Na minha segunda gravidez, como eu já tinha passado por quase tudo, ignorei os cuidados para a amamentação. E como eu me arrependo. Parecia que eu nunca tinha passado por isso. Para mim, o que mais pesou foi a falta de uma equipe competente quando a Alice nasceu. Ela nasceu no Hospital Santa Helena e infelizmente não tivemos boa experiência. A maternidade estava cheia, tumultuada, e mal conseguíamos 5 minutos de atenção com as enfermeiras. Como eu tive muito leite desde o início, a Alice teve dificuldade na pegada. A cada mamada eu e ela chorávamos, eu de dor e ela por não conseguir mamar. No dia que recebi alta do hospital, já em casa, o meu peito rachou a ponto de sangrar. Foi desesperador. No dia seguinte, o meu peito estava quase explodindo de tanto leite e a Alice continuava sem conseguir mamar. Então, fomos ao banco de leite do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) – eu, a Alice e o meu marido. Nós três aprendemos muito com a enfermeira que nos atendeu, eu e o Fábio a colocar a Alice no peito e a Alice com a pegada. 

Como o meu peito machucou muito, testei todos os artifícios para acabar com o meu sofrimento. Nas três primeiras semanas, eu só conseguia amamentar quando o meu marido colocava a Alice no meu peito. Devido à dor extrema que eu sentia, não tinha coragem de fazer isso sozinha. Quando o Fábio não estava em casa, eu demorava horas preparando o meu psicológico para colocá-la no peito, o que a irritava muito. A Lansinoh, que me ajudou tanto na época do Davi, dessa vez atrapalhou a pegada da Alice, pois deixava o bico escorregadio. Usei óleo de girassol, mas não vi efeito. Peguei sol todos os dias, passava o próprio leite para acelerar a cicatrização, andava em casa pelada para os seios respirarem, fiz compressa de camomila e usei o protetor de gel Mamare. Tudo isso ajudou, mas não foi o suficiente. 

O melhor método para mim foi o bico de silicone. É indicado intercalar com o bico do peito sem proteção, para o bebê não estranhar quando a mãe for deixar de usar. Como o meu bico ficou extremamente machucado, eu não conseguia amamentar sem o protetor. Mas não tive problema nenhum, a Alice não sentiu diferença quando deixei de usar. Fiquei com o bico de silicone durante um mês.

Conclusão, a melhor forma de prevenir o sofrimento da amamentação, é cuidar dos seios ainda durante a gestação. Tome pelo menos 15 minutos de sol por dia. Existem outros métodos famosos, como usar bucha vegetal, mas como eu não experimentei, não posso opinar. 

Por mais curta que seja essa fase chata da amamentação, sempre parecerá que vai demorar um século a passar, mas vale muito a pena insistir, pois amamentar é a parte mais deliciosa da maternidade. É um momento só da mãe e do bebê, de pura entrega entre ambas as parte. Amamente!
CURIOSIDADE: O bebê com 6 meses – Aproveite que seu bebê está mais sociável para mostrar que outras pessoas também podem gostar dele e tratá-lo bem. Deixe-o, de vez em quando, sozinho na casa da vovó ou aos cuidados de alguém de confiança. A experiência vai ajudar seu filho a se sentir mais seguro quando ele começar a ficar ansioso ao se separar de você ou do pai. (Fonte: Baby Center)

3 comentários on "AMAmentação"

Danielle Ribeiro on 11 de março de 2015 11:36 disse...

Muito legal seu post, amiga! Voltarei para ler novamente quando estiver grávida! ;) Beijosss

Deborah Souza on 11 de março de 2015 11:44 disse...

Obrigada, amiga! Ansiosa em te ver grávida! Vai ficar lindaaa!!!
Bjão!!!

Cintia on 11 de março de 2015 21:40 disse...

Muito bacana as dicas. ;)

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