quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Da série: Aquele momento chegou

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Em uma tarde de sábado, a Alice estava assistindo ao filme “A Menina e o Porquinho” (sim, aquele da nossa infância – de quem é da minha época). Para quem não conhece, Fern, uma menininha fofa, é uma das poucas pessoas a perceber que o porquinho Wilbur é um animal muito especial. Com seu carinho e atenção, ela ajuda a tornar Wilbur, que era o menor dos irmãos, em um porco vistoso e radiante. Quando se muda para um novo celeiro, Wilbur faz amizade com a aranha Charlotte. Os laços de amizade dos dois fazem com que os demais animais vivam como se fizessem parte de uma família. Porém, quando surge a notícia de que Wilbur em breve seria morto para a ceia de Natal, Charlotte busca um meio de convencer o fazendeiro que ele merece ser salvo.


No decorrer da trama, Charlotte chega ao fim de sua vida. Antes de partir, ela sente e aproveita para se despedir de seu melhor amigo. Nessa parte, a Alice começou a chorar, muito emocionada, e perguntou: 

A – Mamãe, você vai morrer?

Eu – Sim, filha, todos nós vamos morrer.

A (chorando mais ainda) – E eu vou ficar sozinha?

Eu – Filha, não dá para saber como isso vai acontecer. Mas a gente pode pedir ao Papai do Céu para que isso demore bastante. Então, se você quiser casar e ter filhos, não ficará sozinha. Se não quiser, não tem problema, pois você sempre terá amigos, basta cultivar (já rolou conversa sobre isso), para nunca se sentir só. 

Claro que ela não se conformou. Refletiu por alguns minutos e, ainda chorando, insistiu:

A – Você vai morrer, mamãe?

Eu a abracei e disse – Filha, um dia a mamãe vai morrer sim. A vovó, o vovô, o papai, o titio... Todos vamos morrer um dia. Mas, se você acreditar, cada um que você ama muito virará a sua estrelinha especial e estará ao lado do Papai do Céu para te proteger.

Ela associou a estrelinha ao Davi automaticamente, pois eu sempre me referi a ele dessa forma, para manter a nossa história viva e buscando sempre respeitar a maturidade de entendimento dela. 

O choro só aumentava...

A – O Davizinho vai morrer?

Eu não tinha mais estrutura para segurar as lágrimas e desabei. Chegou o momento que ela finalmente entendeu que o seu tão amado irmãozinho faleceu.

Eu – Filha, o Davizinho morreu. Por isso ele virou a estrelinha que tanto amamos.

Antes disso tudo, eu estava me maquiando para sair. O rímel escorreu todo pelo meu rosto. O estrago pelo menos virou piada e deixou a situação mais leve.

Quando eu me vi no espelho, gritei – O QUE É ISSOOOO???

A Alice riu e se esqueceu daquela tristeza comum que a morte gera. 

A qualquer hora ela voltará ao assunto, de repente, do jeito criança de ser. Mas, acho que o pior já passou...

terça-feira, 10 de julho de 2018

Da série: Descobertas da Alice

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Fim de tarde, hora de buscá-la na escola. Mas ela nunca quer ir embora! Faz questão de frisar que adora aquele lugar e ama mais ainda os amiguinhos. Tudo isso correndo, de um lado para o outro. E eu sempre tenho que ter uma estratégia para conseguir ganhar aquele beijo que me deixa ansiosa no decorrer de caminho que percorro até chegar ao colégio, depois de um dia inteiro longe dela. 

De repente ela me aborda com mais uma de suas descobertas: 

- Mamãe, olha! Quando eu fico cansada, o meu coração bate “tum-tum”, bem forte! Escuta!

E ela direciona o meu ouvido ao seu peito.

Nesse momento, um longa-metragem passou na minha mente. Primeiramente, o Davi. E como não associar qualquer coisa ligada ao coração à metadinha mais forte que eu já senti? 

Depois, eu me lembrei do dia em que eu ouvi o coração da Alice pela primeira vez, ainda dentro do meu ventre, com poucas semanas de gestação, logo depois de eu passar mal, a ponto de ser socorrida pelo Samu. E eu chorava, não por dor, muito menos por medo, mas uma mistura louca de alívio e muita felicidade por saber que ela tinha o ventrículo esquerdo. Uma emoção indescritível, que nem a minha mãe, que estava comigo naquele dia, conseguia entender! Lágrimas não significam só tristezas. Aliás, para mim é mais comum escorrerem por felicidade do que por dor. Afinal, eu aprendi a ser forte na marra! Eu nem queria, mas o meu destino foi esse. 

E enquanto a minha pequena se recuperava do cansaço, impressionada pelo pulsar forte de seu peito, uma coisa me deixou surpresa: eu não chorei (quem me conhece bem sabe como isso é impossível)! Fiquei plena, só observando a pureza dela. Se eu tivesse refletido tudo isso na hora, certamente eu estaria aos prantos, como estou agora, enquanto escrevo e ela aqui no meu pé, confusa: mamãe, por que você está chorando?

domingo, 13 de maio de 2018

Tem quem me ache... MÃE

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Tem quem me ache a melhor mãe do mundo, por eu depositar todo o amor que existe em mim na maternidade;

Tem quem me ache uma mãe rígida demais, por eu não tolerar determinados comportamentos da minha filha;

Tem quem me ache a mãe mais divertida, por eu entrar literalmente nas brincadeiras de criança;

Tem quem me ache a mãe mais impaciente, por me pegar no flagra nos momentos do meu ponto fraco, quando tenho que lidar com birras;

Tem quem me ache a mãe mais desapegada, por eu não me desesperar quando a minha filha adoece ou se machuca;

Tem quem me culpa, quando a minha filha apresenta comportamentos bipolares, tipicamente infantis, em público;

Tem quem me ache sensível demais, por eu morrer de chorar com declarações simples que vêm dela;

Tem quem me ache a mais forte, por eu ter mantido o meu filho entre nós e ter plantando um amor fraternal indescritível na minha filha;

São tantos reconhecimentos e julgamentos, mas tudo isso define a MATERNIDADE. Uma coisa louca, que nos faz sentir o maior amor do mundo, os maiores medos, as maiores inseguranças, os maiores desesperos... Tudo é muito intenso. E essa intensidade é recíproca, de MÃE para filho (a) e vice-versa. 

Mas as recompensas que eu tenho são valiosas!

Tenho o sorriso mais lindo do mundo:


O abraço mais caloroso:


O melhor beijo do mundo:


As declarações mais sinceras:


E ela faz questão de provar diariamente que eu sou insubstituível!

MAMÃES, desejo todas essas recompensas!

FELIZ NOSSO DIA!

sábado, 17 de março de 2018

Um foguete para a estrelinha aniversariante

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Hoje, 17 de março, é aniversário do Davizinho. Ele faria 7 aninhos. Sempre eu tento fazer algo especial, pensando nele. Desta vez, pensei alto, perto da Alice e ela teve a ideia de dar um presente “bem lindo”. 

Inicialmente ela queria comprar um robô. Então, sugeri fazermos. Ela topou.

Quando fui procurar ideias na internet, a Alice viu um foguete e quis:
- Mamãe, que tal um foguete pra ele voar mais alto nas estrelinhas?

É claro que o nosso presente será  foguete!





🚀 Chegamos para visitar o Davizinho e a Alice entregou o presente dele, toda empolgada. 

Ela exclamou: MAMÃE, ELE ADOROU! OLHA O SORRISÃO DELE! 

Como não chorar? Ainda mais EU! Morri! E a deixei confusa. Mas, faz parte do processo... É muito amor envolvido!


Feliz aniversário, meu anjo! E obrigada por cada resposta que me dá!

Nós te amamos!

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Dica de verão

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Ainda dá tempo para dar uma dica maravilhosa para o verão? De qualquer forma, acho que ela é muito boa para qualquer época do ano, principalmente se a sua criança acha que é um peixinho como a minha! Rs...

A dica é: BOIA COLETE INFANTIL!


Gente, é impressionante a segurança que essa boia nos dá, para nós, pais, e para os pequenos. Eles ganham muito mais independência e o acessório até estimula a criança a bater perninhas.


A Alice já testou na praia e na piscina. E eu achei sensacional em todas as ocasiões. E o melhor, ela também adorou! Isso ajuda muito. Antes era um sacrifício colocar boia nessa menina. Como ela se sentiu mais livre e segura, agora até pede para colocar.


Eu tinha visto essa dica no programa É de Casa, no início de janeiro, quando convidaram um salva-vidas para avaliar vários tipos de boias. Essa foi classificada a mais segura, pois não é inflável, então não corre o risco de furo imprevisível dentro da água, por exemplo. Além disso, ela fica bem firme no corpo, então não deixa a criança se perder por dentro do acessório e acabar engolindo água. E a proteção que fica na altura do peito evita que a criança fique com o rosto virado para baixo da água, caso caia de mau jeito. 

Assista ao programa, clicando aqui.

Onde achar?

                  Resultado de imagem para boia colete infantil
A minha mãe comprou no Sam's Club de Maceió (AL). Mas é fácil encontrá-la também pela internet. Pesquise por “boia colete infantil”, que aparecem várias lojas. Ela não é baratinha, está na faixa de R$ 100,00. Mas vale muito a pena.

Então, já conheciam essa maravilha?

Até mais!
 

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